quarta-feira, 18 de novembro de 2015

VISITA TÉCNICA E PESQUISA DE CAMPO NA ILHA DE COTIJUBA - BELÉM P PA.



ESCOLA TÉCNICA DE ICOARACI REALIZA PESQUISA SOBRE POTENCIAL TURISTICO 
NA ILHA DE COTIJUBA

Desenvolver pesquisa de campo visando “identificar os recursos e potenciais para o desenvolvimento do turismo sustentável de base comunitária na Ilha de Cotijuba”, é um dos objetivos da pesquisa que será desenvolvida na Ilha de Cotijuba no dia 28 de novembro (sábado), por estudantes do “Curso de Hospedagem e Turismo” do ano de 2014, da Escola Estadual de Educação Profissional “Prof. Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo - Cacau” (SEDUC/COEP).

Coordenado pelo Professor Marcos Sousa (Sociólogo), a pesquisa denominada “Trilha Dourada”, denominação em tupi guarani para Cotijuba, é uma atividade de campo vinculada ao currículo do ensino técnico da EEETEPA. Os alunos do curso de Hospedagem desenvolverão visita técnica e pesquisa de campo em uma das ilhas de Belém que possui um grande potencial turístico a ser explorado, sobretudo no desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária, que é um dos componentes da formação curricular dos estudantes da EEETEPA.

Ao colocar o estudante do Curso de Hospedagem e Turismo em contato com a realidade de Cotijuba, ilha esta ainda carente de políticas públicas de estímulo ao turismo, a pesquisa envolverá estudantes em ações de diagnóstico e inventário dos recursos e potencial turísticos da ilha, que vão, segundo o professor Marcos Sousa, para muito além da demanda para o uso recreativo da praia por banhista. 

Os estudantes da EEETEPA também farão o reconhecimento do patrimônio histórico e cultural da ilha, assim como da biodiversidade da sua vegetação ainda preservada e que podem levar a caminhos e trilhas pouco exploradas, como a que leva as ruínas da antiga fazenda de beneficiamento de arroz (Fazendinha) construídas pelos padres jesuítas na ocupação do território do Grão Pará em 1784.

A Ilha de Cotijuba é uma Área de Proteção Ambiental desde 1990. Moram atualmente na ilha aproximadamente 8 mil moradores que possuem uma grande relação econômica e cultural com Belém, sobretudo com o Distrito de Icoaraci, da qual é distante cerca de 45 minutos de barco, sendo que período de junho sua população tende a triplicar. 

De forma mais abrangente, o projeto visa “fortalecer o currículo do ensino profissionalizante da EEETEPA, qualificando estudantes do Curso de Hospedagem na ampliação do olhar técnico profissional na da perspectiva do turismo regional.” A pesquisa dos estudantes será supervisionada por uma equipe de professores da EEETEPA, além do professor Marcos Sousa (Sociólogo), Professora Samara Santos (Turismóloga) Leslie Xavier (Turismóloga) e Silvandro Nascimento (Historiador).

Durante a pesquisa de campo os estudantes farão entrevistas com turistas, visitantes, moradores, comerciantes e estarão visitando e conhecendo os projetos do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém - MMIB, organização não governamental com sede em Cotijuba que possui projetos sustentáveis, como a produção de biojóias com sementes, bem como desenvolve experiências de organização de turismo de base comunitária.

Ao final da pesquisa, além da produção dos relatórios, os alunos deverão produzir um guia turístico para a Ilha de Cotijuba que serão distribuídos a gestores públicos e operadores do turismo na cidade de Belém.

Para maiores informações sobre o projeto da EEETEPA e sua programação detalhada consultar o blog www.projetotrilhadourada.blogspot.com.br.

Maiores Informações: Professor Marcos Sousa (Sociólogo)
91 981000515 (watssap)
  





Escola Estadual de Educação Profissional “Prof. Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo”

“PROJETO TRILHA DOURADA”

Programação de Visita Técnica e Pesquisa de Campo na Ilha de Cotijuba. (Belém-Pa.)

Dia: 28 de novembro de 2015 (Sábado) - Curso/Turma: Hospedagem 14 (manhã)




§  Objetivo Geral do Projeto:

Fortalecer o currículo do ensino profissionalizante da EEETEPA “Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo Cacau” qualificando estudantes do Curso de Hospedagem na ampliação do olhar técnico profissional na da perspectiva do turismo regional.

§  Equipe Responsável

Professores Marcos Sousa (Sociólogo), Leslie Xavier (Turismóloga), Samara Santos (Turismóloga), Silvandro do Nascimento (Historiador).

§  Apoio:

Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém – MMIB (Cotijuba)



Ø  Programação Geral
Horário
Atividades
8:00
ü  Concentração no Trapiche de Icoaraci e compra de passagens do barco da PMB
9:00
ü  Saída do barco da PMB para Cotijuba
9:00/9:45
ü  Pesquisa com visitantes/turistas: aplicação de questionários durante a viagem.
9:45
ü  Chegada ao Porto da Ilha de Cotijuba e compra das passagens de volta
9:50/10:20
ü  Visita a Ruína do Educandário “Nogueira de Farias”
10:20/11:30
ü  Pesquisa com moradores de Cotijuba (visitação em domicílio)
11:35
ü  Deslocamento de bondinho ou charrete ao MMIB
11:00/12:00
ü  Visita ao MMIB Movimento de Mulheres da Ilha de Belém (Coord. Adriana Lima)
12:00/12:30
ü  Visita a Ruína da Residência do Zacarias de Assunção (Praia do “Vai-Quem-Quer”)
12:30/13:00
ü  Almoço na Praia do “Vai-Quem-Quer” (Restaurante Sonho Meu: Dona Lene)
13:00/16:15
ü  Descanso: lazer/praia
16:20
ü  Retorno de Bondinho para o porto de Cotijuba
17:00
ü  Saída/retorno para Belém (Porto de Icoaraci)
17:45
ü  Chegada ao Trapiche de Icoaraci
18:00
ü  Dispersão: Retorno para casa

Ä  Obs: as despesas de deslocamento e alimentação ficarão sob a responsabilidade de cada participante





EEETEPA ICOARACI REALIZA PESQUISA EM COTIJUBA SOBRE POTENCIAL TURISTICO




ESCOLA TÉCNICA DE ICOARACI REALIZA PESQUISA SOBRE POTENCIAL TURISTICO 
NA ILHA DE COTIJUBA

Desenvolver pesquisa de campo visando “identificar os recursos e potenciais para o desenvolvimento do turismo sustentável de base comunitária na Ilha de Cotijuba”, é um dos objetivos da pesquisa que será desenvolvida na Ilha de Cotijuba no dia 28 de novembro (sábado), por estudantes do “Curso de Hospedagem e Turismo” do ano de 2014, da Escola Estadual de Educação Profissional “Prof. Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo - Cacau” (SEDUC/COEP).


Coordenado pelo Professor Marcos Sousa (Sociólogo), a pesquisa denominada “Trilha Dourada”, denominação em tupi guarani para Cotijuba, é uma atividade de campo vinculada ao currículo do ensino técnico da EEETEPA. Os alunos do curso de Hospedagem desenvolverão visita técnica e pesquisa de campo em uma das ilhas de Belém que possui um grande potencial turístico a ser explorado, sobretudo no desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária, que é um dos componentes da formação curricular dos estudantes da EEETEPA.

Ao colocar o estudante do Curso de Hospedagem e Turismo em contato com a realidade de Cotijuba, ilha esta ainda carente de políticas públicas de estímulo ao turismo, a pesquisa envolverá estudantes em ações de diagnóstico e inventário dos recursos e potencial turísticos da ilha, que vão, segundo o professor Marcos Sousa, para muito além da demanda para o uso recreativo da praia por banhista. Os estudantes da EEETEPA também farão o reconhecimento do patrimônio histórico e cultural da ilha, assim como da biodiversidade da sua vegetação ainda preservada e que podem levar a caminhos e trilhas pouco exploradas, como a que leva as ruínas da antiga fazenda de beneficiamento de arroz (Fazendinha) construídas pelos padres jesuítas na ocupação do território do Grão Pará em 1784.

A Ilha de Cotijuba é uma Área de Proteção Ambiental desde 1990. Moram atualmente na ilha aproximadamente 8 mil moradores que possuem uma grande relação econômica e cultural com Belém, sobretudo com o Distrito de Icoaraci, da qual é distante cerca de 45 minutos de barco, sendo que período de junho sua população tende a triplicar. 

De forma mais abrangente, o projeto visa “fortalecer o currículo do ensino profissionalizante da EEETEPA, qualificando estudantes do Curso de Hospedagem na ampliação do olhar técnico profissional na da perspectiva do turismo regional.” A pesquisa dos estudantes será supervisionada por uma equipe de professores da EEETEPA, além do professor Marcos Sousa (Sociólogo), Professora Samara Santos (Turismóloga) Leslie Xavier (Turismóloga) e Silvandro Nascimento (Historiador).

Durante a pesquisa de campo os estudantes farão entrevistas com turistas, visitantes, moradores, comerciantes e estarão visitando e conhecendo os projetos do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém - MMIB, organização não governamental com sede em Cotijuba que possui projetos sustentáveis, como a produção de biojóias com sementes, bem como desenvolve experiências de organização de turismo de base comunitária.


Ao final da pesquisa, além da produção dos relatórios, os alunos deverão produzir um guia turístico para a Ilha de Cotijuba que serão distribuídos a gestores públicos e operadores do turismo na cidade de Belém.




1. Identificação



1.      Identificação


Projeto Trilha Dourada

2. Instituição Responsável

2.      Instituição Responsável


Escola Estadual de Educação Profissional “Prof. Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo”

3. Coordenação Técnica

3.      Coordenação Técnica

§  Marcos Roberto S. Sousa (Sociólogo, Esp. em Projetos Sociais e Captação de Recursos)

Docente de Sociologia /EEETEPA/SEDUC

4. Assessoria Técnica


4.      Assessoria Técnica

§  Leslie Xavier (Turismóloga, Esp. em Gestão Ambiental)
Docente da Disciplina Turismo, Cultura e História Local/EEETEPA/SEDUC

§  Silvandro do Nascimento Oliveira (Historiador, Esp. em Gestão do Meio Ambiental Urbano)


§ Samara Auxiliadora Santos e Silva (Turismóloga, Esp. em Gestão de Pessoa)
   Docente da Disciplina Planejamento do Turismo.

5. Macro Campo de Conhecimento

5. Macro Campo de Conhecimento


Pesquisa de Iniciação Científica e Desenvolvimento Curricular 

6. Curso Vinculado

6.      Curso Vinculado
Técnico em Hospedagem 2014(Manhã).

Eixo Tecnológico: Turismo Hospitalidade e Lazer

7. Fomento


7.      Fomento (em processo de avaliação)
Edital para Apoio à Realização de Eventos Científicos, Tecnológicos e de Inovação da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – FAPESPA.


8. Apresentação


8.      Apresentação

É inegável o potencial para exploração da atividade econômica do turismo na Amazônia. Em nossa região, inúmeras dimensões da atividade turística podem ser exploradas como: turismo ecológico; turismo paisagístico; turismo de aventura; turismo religioso; turismo histórico/patrimonial (material e imaterial) etc.

De maneira geral, o turismo é um fenômeno humano compreendido como um “movimento temporário de pessoas para destinos fora dos seus locais habituais de trabalho e residência, as atividades desenvolvidas durante a permanência nesses destinos e as facilidades criadas para satisfazer as suas necessidades" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo)


Assim, empreender a atividade econômica turística exige um arranjo criativo e de investimento em que os diversos sujeitos envolvidos devem atuar em sinergia.

Esta atividade exige o trabalho sincronizado entre o poder público, assegurando a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do mercado (estradas, portos, financiamento do setor, gestão de resíduos, água e energia, por exemplo), a iniciativa privada (transporte de qualidade, rede de hospedagem, gastronomia, informações turísticas ...), comunidade organizada, através da gestão de negócios populares, economia cultural (material e imaterial), exploração de turismo de base comunitária, gestão compartilhada de resíduos, hospitalidade ...) e instituições de educação e pesquisa, em ações relacionadas a pesquisa, sistematização da informação e divulgação e capacitação comunitária e formação profissional  acerca das múltiplas facetas do turismo a ser desvelado e explorado e fomentado na Amazônia.

No setor do turismo, um olhar mais atento ao potencial de cada região deve levar em consideração dois aspectos fundamentais: a identidade regional/local para a atividade turística (paisagem e sustentabilidade, memória e história, cultura e arte), bem como os potenciais de arranjos de atividades que podem ser selecionadas ou agrupadas para a devida exploração.

Esta concepção será levada em consideração no desenvolvimento do Projeto Trilha Dourada,  desenvolvido pela EETEPA “Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo”, visando colaborar, na qualificação curricular dos estudantes do Curso de Hospedagem da EEETEPA, introduzindo-os em atividades de estudo, pesquisa e visitação técnica, com vista a análise, sistematização e disseminação de informações relacionadas ao potencial turístico da Ilha de Cotijuba, qualificando o olhar e  aprendizagem estudantil e aumentando as oportunidades de empregabilidade dos futuros profissionais no mercado do turismo.

Inicialmente destinado a Ilha de Cotijuba, o Projeto Trilha Dourada possibilitará aos estudantes participantes uma ampla compreensão das múltiplas dimensões de exploração do mercado do turismo na Ilha, na medida em que irá compreender sua diversidade e a dinâmica sócio-histórica-cult­ural e ambiental, desenvolverá pesquisa participante com foco em sustentabilidade da atividade turística com moradores da ilha, visitantes (turistas), empreendedores e gestores públicos a respeito do seu potencial turístico.

Além disso, o Projeto pretende identificar as estratégias de sustentabilidade de empreendimentos locais, como o turismo de base comunitária, “compreendido como um modelo de desenvolvimento turístico, orientado pelos princípios da economia solidária, associativismo, valorização da cultura local, e, principalmente, protagonizado pelas comunidades locais, visando à apropriação por parte dessas dos benefícios advindos da atividade turística” (MTur, 2008).

Por fim, o Projeto Trilha identificará os possíveis entraves ao pleno desenvolvimento do turismo, também realizará visitas técnicas monitoradas conhecendo a memória e o patrimônio histórico e natural local, assim como os potenciais arranjos de exploração turísticas na ilha.


Ações do projeto Trilha estarão intimamente relacionadas com o currículo do curso de Turismo desenvolvido na EEETEPA, articulando conhecimentos teóricos, vivências práticas, associados ao desenvolvimento de processos avaliativos. 

9. Justificativa


9.      Justificativa

No ano de 2011 o Governo do Estado do Pará lançou, através da Companhia Paraense de Turismo - PARATUR o “Plano Estratégico Ver-o-Pará de Turismo”, com ações previstas para os anos de 2012 a 2020.

Denominando o Estado como “Obra Prima da Amazônia” por ser a síntese de um território exuberante na sua dimensão paisagística, ecológica, histórica, na sua culinária, cultura e hospitalidade popular, características importantes na definição de destinos turísticos na Amazônia.

O “Ver-o-Pará” concebe o plano de desenvolvimento do turismo em um sistema de etapas visando “a criação de políticas e processos de implementação de equipamentos e atividades (...), a disponibilização dos incentivos para a implantação dos equipamentos e serviços turísticos (...), a estruturação e capacitação dos serviços turísticos públicos (...), e a promoção da sustentabilidade e da qualidade dos serviços prestados pelos diversos elos da cadeia turística” (PEVPT, 2011).

O Estado do Pará está atualmente dividido em seis polos de atividades e atração turística, definidos em: Polo Belém (mais Ilhas); Polo Amazônia Atlântica; Polo Araguaia-Tocantins; Polo Marajó; Polo Tapajós e Polo Xingu.

Nestes polos turísticos as regiões com maior demanda turística são Belém, Santarém e Marajó, ressaltando-se que, no mercado internacional, em comparação com o estado do Amazonas, Manaus possui maior demanda por destino turístico que Belém.

Segundo o Núcleo de Planejamento da PARATUR em pesquisa desenvolvida em julho de 2011, no período de alta temporada no Estado, em entrevista com 800 turistas, a principal motivação para visitar o Pará foi em primeiro lugar “Conhecer os atrativos naturais”, em seguida motivado por “negócios e trabalho” e por fim, para “visitar parentes e amigos”. A mesma pesquisa identificou também que as principais atividades realizadas durante a estadia turística no Pará foram: “ir à praia”, “fez compras” e “fez passeios de barco”.

Os dados turísticos relacionados ao destino turístico às ilhas de Belém são bastantes incipientes e pouco confiáveis, haja vista o baixíssimo registro formal de hospedagem em pousadas ou hotéis ou qualquer registro turístico na emissão de passagens (trapiche e terminal), estando os dados da PARATUR bastante desatualizados (PEVPT, 2011).

Em relação a Ilha de Cotijuba, objeto de estudo e pesquisa do Projeto Trilha Dourada, os registros são praticamente inexistentes.

A Ilha de Cotijuba é uma das 42 ilhas que fazem parte da região metropolitana de Belém, sendo a terceira em dimensão territorial, com 1.600 hectáres. Possuindo cerca de 15 quilômetros de praias de água doce e morna, distante a 45 minutos de barco de Icoaraci.

O nome Cotijuba está associado aos seus primeiros habitantes – os índios Tupinambás – e em língua tupi significa “Trilha Dourada”, alusão às falésias que expõem a argila amarelada que compõe o solo da ilha. 

Banhada pelas águas da Baías do Marajó e do Guajará, Cotijuba vem sendo considerada pelos estudiosos da área do turismo como "ilha ideal ou ilha verdadeira", podendo ser visitada por turistas e veranistas em um único dia, apresentando-se ainda com uma espécie de “refúgio natural” ante ao espaço urbano, onde a natureza ainda se apresenta pouco transformada, o que, na interpretação do geógrafo e pesquisador Odimar Melo, cria, pelas peculiaridades naturais de Cotijuba,  um imaginário social da "busca pelas aventuras da ilha", oferecendo descanso e lazer, em um espaço próximo de Belém e ao mesmo tempo exótico, que desperta curiosidades urbana e possibilita sensação de harmonia com o meio ambiente.

 O acelerado processo de crescimento populacional que Belém vem apresentando nas últimas décadas gera grande pressão às áreas verdes do município, com inúmeras mudanças socioambientais, sobretudo, na porção insular de Belém, o que transforma a Ilha de Cotijuba (juntamente com Mosqueiro e Caratateua), em áreas alternativas para o crescimento populacional de Belém.

Transformada em Área de Preservação Ambiental - APA em 1990, Cotijuba apresenta uma população residente bastante reduzida, contabilizada em pouco mais de 1600 pessoas, as quais praticam a pesca e a agricultura de subsistência, o extrativismo, pequenas atividades comerciais e, mais recentemente, atividades ligadas ao turismo (transporte, hospedagem e alimentação), sobretudo relacionadas a exploração das suas praias. No período de alta temporada de veraneio (em especial nas férias do mês de julho), sua população flutuante aumenta vertiginosamente, sobretudo nos finais de semana, chegando aproximadamente a 20 mil pessoas na Ilha. (BELEMTUR, 2008)

Por ser uma APA há restrição ao uso e circulação de automóveis na ilha, exceto pela polícia militar e ambulância, sendo o deslocamento populacional interno realizado através do uso de bondes, charretes, motos, bicicletas ou ainda a pé.

Não resta dúvida que a principal motivação para o interesse e destino turístico em relação a Ilha de Cotijuba está vinculado às suas praias de água doce, sendo portando um balneário bastante acessível e logo o seu recurso e produto exploração principal.

Outros recursos com potenciais de uso turístico, para além da praia, são desvalorizadas ou mesmo ainda não foram exploradas como oferta turística no seu destino final.  Um olhar mais atento, investigativo e criterioso para o potencial turístico de Cotijuba podem revelar novidades perante a curiosidade e atração turística “agregando mais valor” a ideia de “ilha” associada exclusivamente a “água e praia”.

 Os recursos turísticos de uma região ou localidade, representa os seus “atrativos (patrimônio natural, cultura, clima) e a população que vive no território. Quando esses recursos são estruturados para uso turístico, transformam-se em produtos. Assim, entende-se que um “produto” é aquele recurso que oferece a possibilidade para a prática de uma atividade turística (visitar, assistir, participar, estudar, comprar, comer), porque foram organizadas propostas para o visitante usufruir do atrativo e estabelecidas condições de acessibilidade para o público”. (CHIAS, J., 2007)    

É razoável pensar que não existe atrativo turístico que seja capaz de agradar a todos os públicos. Mesmo em praias com balneabilidade favorável é possível haver contrariedades, como a presença de poluição ambiental residual e sonora ou a forma desorganizada ou predatória da ocupação do espaço na praia.

Diante do exposto, surge a necessidade para o desenvolvimento do Projeto Trilha Dourada, que contemplará, entre outras ações, o desenvolvimento de pesquisa participante com os estudantes do curso de Hospedagem e Turismo na Ilha de Cotijuba, com a finalidade de estudar e identificar os recursos da ilha com valor potencial de serem transformados em produtos turísticos ou quando já explorados, avaliar e identificar o grau de aproveitamento turístico atual na Ilha.

Ressalta-se que o valor potencial dos recursos da Ilha a ser estudado no Projeto Trilha Dourada, relacionam-se as seguintes características: a) singularidade dos recursos: algo que é exclusivo da ilha e que pode gerar forte atração turística, como a paisagem; b) valor intrínseco: valor inerente a cada recurso, mas que o coloca em destaque em relação a outros recursos, como trilhas, patrimônio histórico-cultural; c) identidade local: que é o valor que possui um recurso pelo fato de ser próprio do local, formando a identidade do lugar; d) arranjos produtivos: empreendimentos criativos, farmacologia nativa,  curiosidades.

Informações preliminares levantadas sobre Cotijuba denotam um grande potencial para o desenvolvimento do “turismo de base comunitária”, com envolvimento de sujeitos e instituições orgânicas presentes na ilha, com possibilidade de exploração de recursos relacionados a memória histórica material e imaterial da ilha, os diversos potenciais da sua biodiversidade (farmacêuticos, essências aromáticas, manguezais, frutíferas típicas, trilhas...) e empreendimentos comunitários e associativos inovadores da ilha.

Além disso, vale ressaltar que é importante neste projeto diagnosticar quais recursos possuem excepcional potencialidade de serem convergidos em produtos turísticos ao ponto de induzirem viagem e destino em alta e baixa temporada, possibilitando a ampliação da permanência do turista no seu destino ou motivando seu retorno ou mesmo a disseminação positiva da sua estadia no local de viagem, estimulando novas visitações turísticas.

Por fim, é relevante frisar que a participação dos estudantes do curso de Turismo e Hospedagem está vinculado ao conhecimento dos seguintes conteúdos e informações: Sustentabilidade e biodiversidade; Patrimônio histórico; Associativismo e Turismo de base Comunitária; Metodologia de pesquisa (tratamento, representação gráfica e análise,).


Em síntese, o Projeto Trilha Dourada desenvolverá um inventário, identificando e descrevendo a Ilha de Cotijuba. Irá diagnosticar e analisar os recursos e características da estrutura sócio-econômica local, identificando o perfil da oferta e demanda turística, e por fim, apresentará um prognóstico com sugestões para um melhor aproveitamento ou formulação de políticas e ações turísticas na Ilha de Cotijuba.