É
inegável o potencial para exploração da atividade econômica do turismo na
Amazônia. Em nossa região, inúmeras dimensões da atividade turística podem ser
exploradas como: turismo ecológico; turismo paisagístico; turismo de aventura;
turismo religioso; turismo histórico/patrimonial (material e imaterial) etc.
De maneira geral, o turismo é um fenômeno humano compreendido
como um “movimento temporário de pessoas
para destinos fora dos seus locais habituais de trabalho e residência, as
atividades desenvolvidas durante a permanência nesses destinos e as facilidades
criadas para satisfazer as suas necessidades"
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo)
Assim,
empreender a atividade econômica turística exige um arranjo criativo e de
investimento em que os diversos sujeitos envolvidos devem atuar em sinergia.
Esta
atividade exige o trabalho sincronizado entre o poder público, assegurando a infraestrutura necessária para o
desenvolvimento do mercado (estradas, portos, financiamento do setor, gestão de
resíduos, água e energia, por exemplo), a
iniciativa privada (transporte de qualidade, rede de hospedagem,
gastronomia, informações turísticas ...), comunidade
organizada, através da gestão de negócios populares, economia cultural
(material e imaterial), exploração de turismo de base comunitária, gestão
compartilhada de resíduos, hospitalidade ...) e instituições de educação e pesquisa, em ações relacionadas a
pesquisa, sistematização da informação e divulgação e capacitação comunitária e
formação profissional acerca das
múltiplas facetas do turismo a ser desvelado e explorado e fomentado na
Amazônia.
No
setor do turismo, um olhar mais atento ao potencial de cada região deve levar
em consideração dois aspectos fundamentais: a identidade regional/local para a atividade turística (paisagem e
sustentabilidade, memória e história, cultura e arte), bem como os potenciais de arranjos de atividades
que podem ser selecionadas ou agrupadas para a devida exploração.
Esta
concepção será levada em consideração no desenvolvimento do Projeto
Trilha
Dourada, desenvolvido pela EETEPA “Francisco das Chagas Ribeiro de
Azevedo”, visando colaborar, na qualificação curricular dos estudantes do Curso de Hospedagem da EEETEPA, introduzindo-os
em atividades de estudo, pesquisa e visitação técnica, com vista a análise, sistematização
e disseminação de informações relacionadas ao potencial turístico da Ilha de Cotijuba, qualificando o olhar e
aprendizagem estudantil e aumentando as oportunidades de empregabilidade
dos futuros profissionais no mercado do turismo.
Inicialmente
destinado a Ilha de Cotijuba, o Projeto
Trilha Dourada possibilitará
aos estudantes participantes uma ampla compreensão das múltiplas dimensões de exploração do mercado do turismo na Ilha, na
medida em que irá compreender sua diversidade
e a dinâmica sócio-histórica-cultural e ambiental, desenvolverá pesquisa participante com foco em
sustentabilidade da atividade turística com moradores da ilha, visitantes
(turistas), empreendedores e gestores públicos a respeito do seu potencial turístico.
Além
disso, o Projeto pretende identificar as estratégias de sustentabilidade de
empreendimentos locais, como o turismo
de base comunitária, “compreendido
como um modelo de desenvolvimento turístico, orientado pelos princípios da
economia solidária, associativismo, valorização da cultura local, e,
principalmente, protagonizado pelas comunidades locais, visando à apropriação
por parte dessas dos benefícios advindos da atividade turística” (MTur,
2008).
Por
fim, o Projeto Trilha identificará os possíveis entraves ao pleno
desenvolvimento do turismo, também realizará visitas técnicas monitoradas conhecendo a memória e o patrimônio histórico e natural local, assim como os potenciais arranjos de exploração
turísticas na ilha.
Ações
do projeto Trilha estarão intimamente relacionadas com o currículo do curso de
Turismo desenvolvido na EEETEPA, articulando conhecimentos teóricos, vivências
práticas, associados ao desenvolvimento de processos avaliativos.

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