quarta-feira, 18 de novembro de 2015

8. Apresentação


8.      Apresentação

É inegável o potencial para exploração da atividade econômica do turismo na Amazônia. Em nossa região, inúmeras dimensões da atividade turística podem ser exploradas como: turismo ecológico; turismo paisagístico; turismo de aventura; turismo religioso; turismo histórico/patrimonial (material e imaterial) etc.

De maneira geral, o turismo é um fenômeno humano compreendido como um “movimento temporário de pessoas para destinos fora dos seus locais habituais de trabalho e residência, as atividades desenvolvidas durante a permanência nesses destinos e as facilidades criadas para satisfazer as suas necessidades" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo)


Assim, empreender a atividade econômica turística exige um arranjo criativo e de investimento em que os diversos sujeitos envolvidos devem atuar em sinergia.

Esta atividade exige o trabalho sincronizado entre o poder público, assegurando a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do mercado (estradas, portos, financiamento do setor, gestão de resíduos, água e energia, por exemplo), a iniciativa privada (transporte de qualidade, rede de hospedagem, gastronomia, informações turísticas ...), comunidade organizada, através da gestão de negócios populares, economia cultural (material e imaterial), exploração de turismo de base comunitária, gestão compartilhada de resíduos, hospitalidade ...) e instituições de educação e pesquisa, em ações relacionadas a pesquisa, sistematização da informação e divulgação e capacitação comunitária e formação profissional  acerca das múltiplas facetas do turismo a ser desvelado e explorado e fomentado na Amazônia.

No setor do turismo, um olhar mais atento ao potencial de cada região deve levar em consideração dois aspectos fundamentais: a identidade regional/local para a atividade turística (paisagem e sustentabilidade, memória e história, cultura e arte), bem como os potenciais de arranjos de atividades que podem ser selecionadas ou agrupadas para a devida exploração.

Esta concepção será levada em consideração no desenvolvimento do Projeto Trilha Dourada,  desenvolvido pela EETEPA “Francisco das Chagas Ribeiro de Azevedo”, visando colaborar, na qualificação curricular dos estudantes do Curso de Hospedagem da EEETEPA, introduzindo-os em atividades de estudo, pesquisa e visitação técnica, com vista a análise, sistematização e disseminação de informações relacionadas ao potencial turístico da Ilha de Cotijuba, qualificando o olhar e  aprendizagem estudantil e aumentando as oportunidades de empregabilidade dos futuros profissionais no mercado do turismo.

Inicialmente destinado a Ilha de Cotijuba, o Projeto Trilha Dourada possibilitará aos estudantes participantes uma ampla compreensão das múltiplas dimensões de exploração do mercado do turismo na Ilha, na medida em que irá compreender sua diversidade e a dinâmica sócio-histórica-cult­ural e ambiental, desenvolverá pesquisa participante com foco em sustentabilidade da atividade turística com moradores da ilha, visitantes (turistas), empreendedores e gestores públicos a respeito do seu potencial turístico.

Além disso, o Projeto pretende identificar as estratégias de sustentabilidade de empreendimentos locais, como o turismo de base comunitária, “compreendido como um modelo de desenvolvimento turístico, orientado pelos princípios da economia solidária, associativismo, valorização da cultura local, e, principalmente, protagonizado pelas comunidades locais, visando à apropriação por parte dessas dos benefícios advindos da atividade turística” (MTur, 2008).

Por fim, o Projeto Trilha identificará os possíveis entraves ao pleno desenvolvimento do turismo, também realizará visitas técnicas monitoradas conhecendo a memória e o patrimônio histórico e natural local, assim como os potenciais arranjos de exploração turísticas na ilha.


Ações do projeto Trilha estarão intimamente relacionadas com o currículo do curso de Turismo desenvolvido na EEETEPA, articulando conhecimentos teóricos, vivências práticas, associados ao desenvolvimento de processos avaliativos. 

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